terça-feira, 15 de setembro de 2026

Passagem migratória do Maçarico-galego / Whimbrel (Numenius phaeopus) na costa de Cascais, 2026.

Nesta época do ano, o Maçarico-galego (Numenius phaeopus) atravessa a costa portuguesa na sua migração rumo às áreas de invernada mais meridionais.
A costa de Cascais constitui um importante espaço de passagem, repouso e alimentação para estas aves migradoras.
As zonas rochosas, intertidais e estuarinas próximas oferecem recursos alimentares essenciais para recuperar energia durante uma viagem de enorme exigência fisiológica.
A sua presença, por vezes discreta e passageira, revela a importância ecológica da faixa costeira de Cascais como parte de uma rede migratória muito mais ampla.
Observar um Maçarico-galego nesta costa é, assim, testemunhar um pequeno momento de um fenómeno ecológico à escala continental.

 

Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) no Jardim da Costa da Guia, 2026.

Um Periquito-rabijunco tranquilo, pousado numa árvore no Jardim da Costa da Guia, em Cascais.
Embora seja uma espécie exótica invasora, a sua presença constitui também uma oportunidade para observar processos ecológicos associados à colonização de novos territórios.
A sua adaptação ao meio urbano, utilização de árvores para abrigo e reprodução e exploração de recursos alimentares demonstram uma elevada plasticidade ecológica.
Estudar estas populações é importante para compreender os seus impactos sobre espécies e ecossistemas autóctones.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Escrevedeira-de-garganta-preta / Cirl Bunting (Emberiza cirlus) na zona da Quinta Vale Cavalos, 2026.

A Escrevedeira-de-garganta-preta (Emberiza cirlus) é uma presença discreta, mas característica, dos pinhais e zonas abertas da Serra de Sintra.
Nesta época, a observação destas aves permite acompanhar os seus movimentos e perceber como utilizam diferentes habitats ao longo do ano.
Os pinhais, clareiras e áreas de matos fornecem alimento, abrigo e locais de repouso.
Observar, registar e conhecer estas espécies é uma forma simples de valorizar e proteger a biodiversidade da Serra de Sintra. 


 

Passagem migratória Felosa-musical / Willow Warbler (Phylloscopus trochilus) em Cascais, 2026

 

A Felosa-musical (Phylloscopus trochilus) é uma das pequenas aves que podemos encontrar na costa de Cascais durante a migração outonal.
Nesta altura do ano, indivíduos vindos do norte da Europa atravessam a nossa região a caminho das áreas de invernada em África.
Pequena e discreta, procura insetos entre arbustos, árvores e vegetação junto às arribas, aproveitando estes locais para repousar e alimentar-se.
A sua passagem recorda-nos que a costa é também um importante corredor migratório para muitas espécies.

Libélula de Nervuras Vermelhas (Sympetrum fonscolombii) na Costa de Cascais, 2026.

A Libélula de Nervuras Vermelhas (Sympetrum fonscolombii) continua ativa no final do verão, podendo ser observada junto às arribas e pequenas zonas húmidas da costa de Cascais.
É uma espécie com grande capacidade de dispersão, frequentemente encontrada longe dos locais onde se desenvolveu a fase larvar.
Nesta época, os adultos alimentam-se de pequenos insetos voadores e procuram locais soalheiros para regular a temperatura corporal.
Os dias ainda quentes e ensolarados favorecem a sua atividade, antes da chegada das condições mais frescas do outono.
Observar esta espécie junto ao litoral mostra como estes espaços podem ter importância para a biodiversidade

 

Adulto de Falcão-peregrino pousado nos calcários do Parque Natural de Sintra-Cascais, 2026.


Um Falcão-peregrino (Falco peregrinus) repousa tranquilamente sobre os calcários da costa de Cascais, aproveitando um dos seus habitats naturais mais característicos.
Com o fim da época de reprodução, inicia-se uma fase importante para estas aves, os juvenis ganham autonomia e os adultos recuperam energia.
As arribas costeiras funcionam como locais de descanso, vigilância e caça, oferecendo excelentes pontos de observação sobre o território.
É uma época de maior movimento e dispersão, especialmente entre os jovens.
Observar estes momentos é também uma oportunidade para conhecer e valorizar a biodiversidade selvagem que ainda persiste na nossa costa.