Os jardins, parques e avenidas arborizadas de Lisboa oferecem condições particularmente favoráveis a estas aves. Encontram alimento, árvores de grande porte onde podem repousar e, sobretudo, locais adequados para pernoitar e procurar abrigo.
E há momentos em que a observação destas aves revela comportamentos muito interessantes.
Como podemos ver no vídeo, um casal, aparentemente completamente descontraído, troca carícias entre os ramos na zona do Parque Eduardo VII. O comportamento de limpeza e contacto entre os dois indivíduos mostra uma dimensão social destas aves que muitas vezes passa despercebida quando apenas as observamos a voar ou a alimentar-se.
Lisboa está a transformar-se num novo território para os psitacídeos, a expansão destas aves no meio urbano é um fenómeno que merece ser acompanhado com atenção. Por um lado, acrescenta uma nova dimensão à biodiversidade das cidades; por outro, quando se trata de espécies introduzidas, levanta questões ecológicas importantes sobre a sua possível competição com espécies nativas, utilização de recursos e capacidade de expansão.
É precisamente por isso que observar, fotografar e registar estes animais é tão importante.
Os jardins urbanos não são apenas espaços de lazer. São verdadeiros ecossistemas, onde espécies nativas e introduzidas interagem diariamente e onde podemos assistir, em tempo real, à transformação da biodiversidade da cidade.
É precisamente por isso que observar, fotografar e registar estes animais é tão importante.
Os jardins urbanos não são apenas espaços de lazer. São verdadeiros ecossistemas, onde espécies nativas e introduzidas interagem diariamente e onde podemos assistir, em tempo real, à transformação da biodiversidade da cidade.