terça-feira, 13 de outubro de 2026

Cartaxo-comum / Eurasian Stonechat (Saxicola torquatus) em Cascais, 2026.

O Cartaxo-comum (Saxicola torquatus) é uma pequena ave dos campos e espaços abertos, facilmente reconhecível pelo seu porte e pelas cores contrastantes.
Em Cascais, pode ser observado em terrenos com vegetação rasteira, matos e áreas agrícolas.
Costuma pousar em ramos baixos ou no topo da vegetação, de onde procura insetos e outros pequenos invertebrados.
Estes espaços abertos são importantes para a sua alimentação e reprodução.
A presença do Cartaxo-comum mostra a importância de manter mosaicos de matos, prados e vegetação espontânea.
Mesmo perto das zonas urbanas, estes habitats continuam a ser pequenos refúgios para a biodiversidade de Cascais.


 

Maçarico-das-rochas / Common Sandpiper (Actitis hypoleucos) na Costa de Cascais, 2026.

O Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos) é uma pequena ave limícola que podemos encontrar ao longo da costa de Cascais.
Move-se entre as rochas junto ao mar, procurando pequenos invertebrados nas poças e nas zonas húmidas.
É uma ave muito adaptada ao ambiente litoral, onde encontra alimento mesmo nas áreas mais expostas às ondas.
Durante as suas deslocações, utiliza a costa como local de alimentação e descanso.
As zonas rochosas de Cascais são, por isso, importantes para esta e outras aves que dependem do litoral.
Observar um Maçarico-das-rochas entre as rochas é descobrir uma pequena parte da vida selvagem que existe junto ao nosso mar.


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Poupa / Eurasian Hoopoe (Upupa epops) à procura de alimento, 2026.

A Poupa (Upupa epops) é uma das aves mais facilmente reconhecíveis pela sua bonita crista e pelo longo bico.
Esta foi observada num jardim de Cascais, onde procurava alimento entre a vegetação e o solo.
Com o seu bico comprido, procura insetos, larvas e outros pequenos invertebrados escondidos na terra.
Os jardins podem oferecer alimento e abrigo, funcionando como pequenos refúgios para a biodiversidade urbana.
A presença da Poupa mostra como os espaços verdes de Cascais podem manter uma ligação importante com a natureza envolvente.
Manter zonas com vegetação espontânea e solos naturais ajuda a preservar estas pequenas ilhas de biodiversidade.


 

Pilrito-das-praias / Sanderling (Calidris alba) a descansar Praia das Avencas, 2026.🦜

O Pilrito-das-praias (Calidris alba) é uma pequena ave migradora que, nesta época, pode ser observado junto ao mar, como esta ave que encontrei a descansar na Praia das Avencas.
Durante as migrações, as zonas costeiras são essenciais para recuperar energia e continuar a viagem.
Entre uma maré e outra, procura pequenos invertebrados na areia e nas zonas rochosas.
Quando descansa, aproveita momentos de tranquilidade para recuperar forças.
A Praia das Avencas, com a sua diversidade de habitats entre o areal e a zona rochosa, é um importante espaço para a vida selvagem.
Respeitar as aves que aqui param é também contribuir para a conservação das suas longas viagens migratórias.🦜


 

sábado, 10 de outubro de 2026

Libelinha-anã (Ischnura pumilio) na vegetação da Costa da Guia, 2026.💚

A Libelinha-anã Ischnura pumilio é uma pequena libelinha que, apesar do seu tamanho, tem um papel importante nos ecossistemas onde vive.
Encontrá-la a voar entre a vegetação da Costa da Guia é uma oportunidade para observar a biodiversidade que existe junto ao litoral.
É uma espécie associada sobretudo a zonas com alguma humidade e vegetação, onde procura pequenos insetos para se alimentar.
As libelinhas são predadoras e ajudam a controlar populações de outros pequenos insetos.
A vegetação natural da Costa da Guia oferece abrigo e alimento a muitas destas pequenas espécies.
Observar uma Ischnura pumilio neste local mostra-nos que a natureza costeira vai muito além das aves e das plantas.
Mesmo entre as arribas e o mar, existe uma vida discreta que merece ser conhecida e protegida.💚



 

Borboleta Azul-comum (Polyommatus icarus) na Zona Quinta Vale Cavalos 2026.🦋

 

A Polyommatus icarus, conhecida como azul-comum, é uma pequena borboleta que podemos encontrar na Quinta Vale Cavalos, em Cascais.
Voa sobretudo por zonas abertas, prados e terrenos com vegetação rasteira, onde encontra plantas para se alimentar e completar o seu ciclo de vida.
Os machos, de tons azulados, destacam-se facilmente entre a vegetação.
Esta espécie depende muito das plantas espontâneas e das flores que existem nestes espaços naturais.
A sua presença é um sinal da importância dos prados e terrenos não excessivamente cuidados para a biodiversidade.
Na Quinta Vale Cavalos, pequenas áreas de vegetação natural podem assim servir de refúgio a uma grande variedade de insetos.
Proteger estes espaços é também proteger as pequenas espécies que tornam o nosso território mais rico e diverso.💚


Taralhão-cinzento / Spotted Flycatcher (Muscicapa striata) no Jardim da Costa da Guia, 2026.🦜

O Taralhão-cinzento (Muscicapa striata) é uma pequena ave migradora que, nesta época do ano, atravessa Cascais durante a sua viagem para sul.
É frequente encontrá-lo pousado em muros, árvores ou arbustos, procurando insetos para recuperar energia.
A sua passagem mostra como até os jardins urbanos podem ser importantes para as aves migradoras.
Estes espaços oferecem alimento, abrigo e locais de descanso durante uma viagem que pode ser longa e exigente.
Manter jardins com árvores, arbustos e plantas autóctones ajuda a criar pequenas “ilhas” de biodiversidade no meio da cidade.
Observar um Taralhão-cinzento (Muscicapa striata) num jardim de Cascais é, por isso, também observar a natureza em movimento.
Pequenos espaços verdes podem ter uma grande importância na conservação das aves.💚


 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Lasiommata megera na zona da Pedra Amarela Campo Base, Serra de Sintra 2026.🦋💚

Nos granitos da Pedra Amarela, junto ao Campo Base, a Lasiommata megera encontra um habitat ideal para viver.
Esta borboleta gosta de zonas abertas, com afloramentos rochosos, vegetação rasteira e áreas soalheiras.
É frequente vê-la pousada nas pedras, aproveitando o calor do sol, ou voando baixo entre a vegetação.
As plantas espontâneas e as gramíneas do local fornecem alimento às suas lagartas.
Os afloramentos graníticos criam ainda pequenos espaços quentes e abrigados, importantes para a sua atividade.
Uma espécie discreta, mas que revela a riqueza e o equilíbrio dos habitats da Serra de Sintra. 🦋


 

Chasco-cinzento / Northern Wheatear (Oenanthe oenanthe) na zona do Guincho, 2026.💚

Nesta época do ano, o Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe) pode ser observado em passagem migratória junto às arribas e zonas abertas do litoral de Cascais.
Estas aves viajam milhares de quilómetros entre as áreas de reprodução e os locais onde passam o inverno.
As arribas, com os seus matos baixos, afloramentos rochosos e áreas abertas, oferecem importantes locais de paragem e alimentação.
Aqui, o chasco procura insetos e outros pequenos invertebrados que encontra no solo e entre a vegetação.
A conservação destes habitats costeiros é, por isso, fundamental para muitas aves migradoras que utilizam a nossa costa como corredor de passagem.
Uma pequena ave em viagem, mas com uma enorme história por detrás. 💚


 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Golfinhos a passar junto à costa de Cascais (Farol da Guia), 2026.💚

 

No Domingo de manhã, junto ao Farol da Guia, os golfinhos brindaram-nos com um verdadeiro espetáculo, saltando alegremente junto à costa. 🐬🌊
Estes mamíferos marinhos vivem em grupos e percorrem grandes áreas em busca de peixe e lulas.
A costa de Cascais é uma importante zona de passagem e alimentação para várias espécies marinhas.
Observar estes animais tão perto de terra mostra a riqueza e a importância ecológica do nosso litoral.
Proteger o mar é também proteger estes momentos únicos de vida selvagem.


Toutinegra-dos-valados / Sardinian warbler (Sylvia melanocephala) Quinta do Pisão, 2026.🦜

No final de uma tarde solarenga, uma Toutinegra-dos-valados (Sylvia melanocephala) pousa nas plantas da berma do trilho na Quinta do Pisão, à procura de alimento.
Entre folhas e flores, esta pequena ave explorava cuidadosamente a vegetação em busca de insetos.
Uma observação discreta, mas que mostra a importância dos espaços naturais da Quinta do Pisão para a avifauna de Cascais.
Pequenos momentos que revelam a riqueza da biodiversidade que nos rodeia.💚


 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Melro-azul / Blue Rock Thrush (Monticola solitarius) na Costa de Cascais 2026.🦜

Desde 2022 que não observava o Melro-azul (Monticola solitarius) nesta zona, voltei a observar nas arribas calcárias da costa de Cascais, precisamente numa área onde em anos anteriores, chegou a utilizar cavidades para nidificar.

Esta observação assume particular interesse, não apenas pelo intervalo de vários anos, mas porque confirma a importância destas arribas como habitat para uma espécie intimamente associada a ambientes rochosos, onde encontra locais de abrigo, nidificação e pontos de observação para capturar insetos e outros pequenos invertebrados.

O Melro-azul é uma presença característica das paisagens rochosas mediterrânicas e a sua ocorrência nas arribas de Cascais constitui mais um indicador da riqueza ecológica deste litoral.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A Osga-comum no granito de Sintra.🦎

Se andar pela serra de Sintra ao fim do dia, repare nas rochas e nos muros de pedra: é aí que vive a Osga-comum. É um pequeno réptil cinzento, de olhos grandes e pele rugosa, que muda de tom conforme a luz, mais escura de dia e mais clara à noite. Os dedos têm pequenas lâminas que lhe permitem trepar paredes e andar de cabeça para baixo.

Sai sobretudo à noite para caçar insetos e aranhas, e gosta de ficar perto de candeeiros, onde os insetos se juntam. Ajuda assim a controlar as pragas, e serve ela própria de alimento a aves, gatos e outros répteis.

Não está ameaçada, e a sua presença é um bom sinal de que ainda há refúgio e comida nos muros e rochas da serra. Se vir uma com a cauda mais lisa do que o resto do corpo, é porque a perdeu a fugir de um predador e ela voltou a crescer.


 

Lodão-bastardo, a árvore que se agarra às rochas da Serra de Sintra.🌳

 



Nas encostas húmidas e nas linhas de água da serra, entre os blocos de granito, cresce o Lodão-bastardo (Celtis australis), uma árvore caducifólia de tronco liso e acinzentado, bem adaptada aos solos pedregosos. As suas raízes fortes insinuam-se nas fraturas da rocha, ajudam a fixar o solo e a travar a erosão em declives acentuados. Em setembro e outubro amadurecem os pequenos frutos escuros e doces, muito procurados por aves como melros e tordos, que engolem o fruto e depois espalham as sementes pela serra, muitas vezes junto a muros, rochas e pontos de poiso. Além de alimento para a fauna, a árvore dá sombra, refúgio e folhagem que enriquece o solo. No Parque Natural de Sintra-Cascais, é uma peça discreta mas valiosa da floresta autóctone, que importa conhecer e proteger.


Caos de blocos na Pedra Amarela, granito com milhões de anos.

Quem chega ao Campo Base da Pedra Amarela, na vertente Sul da Serra de Sintra, pisa um dos melhores exemplos de paisagem granítica da região. Os blocos arredondados que pontuam os trilhos, os "caos de blocos", têm origem há cerca de 80 milhões de anos, quando o magma subiu e arrefeceu lentamente sob as rochas calcárias, formando o maciço de Sintra. Depois, a água infiltrou-se nas fraturas do granito e foi decompondo a rocha a partir das arestas. A erosão removeu o material mais alterado e deixou os blocos à vista, ainda hoje esculpidos pela chuva, pelo vento e pela humidade atlântica. Para Cascais, este património é precioso, integra o Parque Natural de Sintra-Cascais, abriga uma biodiversidade rica e faz da Pedra Amarela um ponto de partida para caminhadas, trail e BTT entre rochas e floresta. Cada bloco que encontrar pelo caminho guarda uma história que começou muito antes de nós.