Birding Cascais
Biodiversidade e Conservação da Natureza.
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Borboleta Lycaena phlaeas na zona da Costa da Guia, 2026.🦋
A Lycaena phlaeas é uma pequena borboleta que se destaca pelas suas bonitas tonalidades alaranjadas e manchas escuras nas asas.
Na Costa da Guia, podemos encontrá-la entre a vegetação rasteira, em zonas abertas e soalheiras.
Apesar do seu tamanho discreto, desempenha um papel importante na biodiversidade dos ecossistemas, integrando as cadeias alimentares e contribuindo para a dinâmica natural destes habitats.
A sua presença é mais um motivo para valorizar os pequenos espaços naturais que resistem junto à costa de Cascais.
O voo da Gaivota-de-patas-amarelas.
No seu voo, aparentemente simples, existe uma extraordinária capacidade de adaptação e liberdade.
Desliza sobre o vento, aproveitando as correntes de ar sem quase mover as asas.
Observar uma ave assim lembra-nos que a natureza encontrou formas próprias de vencer distâncias e obstáculos.
Talvez seja também uma pequena lição para nós: saber aproveitar o vento certo pode tornar o caminho mais leve.
Caracol num ramo de funco na Costa da Guia.🐌
Um simples caracol agarrado a um ramo de funcho pode revelar muito sobre a biodiversidade da Costa da Guia.
Estes pequenos moluscos fazem parte das comunidades naturais que vivem entre a vegetação costeira.
Alimentam-se sobretudo de matéria vegetal e contribuem para a decomposição e reciclagem de nutrientes.
O funcho oferece-lhes alimento, abrigo e proteção contra as condições mais exigentes do litoral.
Mesmo os organismos mais discretos desempenham funções importantes no equilíbrio dos ecossistemas.
Observar estes pequenos habitantes é também uma forma de descobrir a biodiversidade que existe à nossa volta.
Passagem migratória Felosa-musical / Willow Warbler (Phylloscopus trochilus) na Costa de Cascais, 2026.
A Felosa-musical (Phylloscopus trochilus) é uma pequena ave migradora que passa por Portugal durante as suas viagens entre a Europa e África.
Na Costa da Guia, pode ser observada durante a passagem migratória, procurando alimento entre a vegetação.
Neste registo, encontra-se no meio de um funcho, onde pequenos insetos lhe proporcionam alimento.
Apesar do seu pequeno tamanho, estas aves percorrem milhares de quilómetros ao longo do seu ciclo anual.
A presença de migradoras na Costa da Guia demonstra a importância destes espaços verdes como locais de descanso e alimentação durante a migração.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Lagartixa-ibérica (Podarcis virescens) em Cascais, 2026.🦎
A Lagartixa-ibérica (Podarcis virescens) é uma presença discreta, mas importante, na biodiversidade de Cascais.
Este pequeno réptil ocupa muros, terrenos rochosos, jardins e outros espaços onde encontra abrigo e alimento.
A sua coloração e padrão podem apresentar uma grande variabilidade, permitindo-lhe integrar-se eficazmente no ambiente envolvente.
Apesar de frequentemente passar despercebida, desempenha um papel relevante nos ecossistemas, nomeadamente no controlo de pequenos invertebrados.
Observar estes pequenos répteis é também uma forma de conhecer e valorizar a biodiversidade que existe mesmo junto às nossas casas.
Gralha-preta / Carrion Crow (Corvus corone) no Bairro do Rosário, 2026.
A Gralha-preta (Corvus corone) é uma ave cada vez mais presente nas zonas urbanas de Cascais.
No Bairro do Rosário, a sua presença tem-se tornado mais frequente nos últimos anos.
A sua capacidade de adaptação permite-lhe aproveitar diferentes fontes de alimento e utilizar árvores, jardins e outros espaços verdes.
Este aumento mostra também como algumas espécies conseguem adaptar-se às alterações provocadas pela expansão urbana.
A presença da gralha-preta é mais um exemplo da biodiversidade que persiste e se adapta no interior das nossas cidades.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Gaio / Eurasian Jay (Garrulus glandiarius) a transportar bolotas para o inverno, 2026.🦜💚
Nesta época do ano, é frequente observar esta ave a transportar bolotas para locais onde as esconde como reserva alimentar para o inverno.
Muitas dessas bolotas acabam por não ser recuperadas, podendo germinar e dar origem a novas árvores.
Desta forma, o gaio contribui naturalmente para a regeneração dos carvalhais e de outros habitats florestais.
Um pequeno gesto desta ave pode, assim, ter uma grande importância para o futuro da floresta.
Trichilogaster acaciaelongifoliae na Serra de Sintra, 2026.
O Trichilogaster acaciaelongifoliae é um pequeno inseto utilizado no controlo biológico da Acácia-de-espigas (Acacia longifolia), uma espécie invasora.
Nesta época, é possível observar as suas características galhas em algumas acácias da Serra de Sintra.
As galhas resultam da ação do inseto sobre os tecidos da planta e fazem parte do seu ciclo de vida.
A introdução deste agente de controlo biológico constitui uma importante medida de conservação da natureza.
O objetivo é reduzir a capacidade de reprodução da acácia e favorecer a recuperação da vegetação nativa.
É um exemplo interessante de como o conhecimento científico pode ser utilizado no combate às espécies invasoras.
Pinheiro-bravo cheio de buracos de Pica-pau-malhado.💚
O seu tronco está cheio de cavidades abertas pelo Pica-pau-malhado (Dendrocopos major).
Estas marcas são testemunhos da presença desta espécie e da sua procura de alimento ou abrigo.
Com o tempo, as cavidades podem também ser utilizadas por outras aves, insetos e pequenos animais.
As árvores mortas desempenham, assim, um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas florestais.
Na natureza, até uma árvore aparentemente sem vida pode continuar a ser um verdadeiro refúgio de biodiversidade.
Preservar este tipo de madeira morta é também conservar vida.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Costa de Cascais entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, 2026.
Entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, a costa de Cascais revela uma interessante ligação entre geologia e biodiversidade.
As arribas calcárias, moldadas pela erosão marinha, criam falésias, plataformas rochosas e pequenas cavidades.
Estes habitats oferecem condições para uma grande diversidade de aves, plantas, insetos e organismos marinhos.
A influência do Atlântico e a exposição ao vento condicionam fortemente a vegetação costeira.
Os calcários desta faixa litoral constituem também um importante testemunho da história geológica da região.
Conservar esta paisagem significa proteger simultaneamente o património geológico e a biodiversidade que dele depende.
Galheta / European Shag (Gulosus aristotelis) a descansar numa rocha na Costa de Cascais, 2026.
A Galheta (Gulosus aristotelis) é uma ave marinha típica das zonas costeiras rochosas de Portugal.
Nesta observação, encontra-se tranquilamente a descansar numa rocha, junto à costa de Cascais.
É uma excelente mergulhadora, procurando peixes e outros pequenos animais debaixo de água.
As zonas rochosas e as águas costeiras de Cascais são importantes para a alimentação e repouso desta espécie.
Momentos como este mostram a riqueza da vida selvagem que existe mesmo junto às nossas praias e arribas.
Bico-de-lacre / Common Waxbill (Estrilda astrild) na zona do Farol da Guia, 2026.
O Bico-de-lacre (Estrilda astrild) é uma pequena ave de origem africana que se encontra hoje bem estabelecida em Portugal.
É uma espécie exótica, facilmente reconhecida pelo seu pequeno porte, máscara vermelha e plumagem delicada.
Adapta-se bem a zonas com vegetação densa, campos agrícolas, jardins e áreas urbanas.
Alimenta-se sobretudo de pequenas sementes, deslocando-se muitas vezes em pequenos bandos.
A sua presença mostra como algumas espécies introduzidas conseguem adaptar-se e integrar-se com sucesso nos nossos ecossistemas.
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Colias croceus / Clouded yellow (Maravilha) zona da Costa da Guia, 2026.🦋
A Colias croceus é uma borboleta muito comum, mas nem por isso menos interessante de observar na natureza.
Na Costa da Guia, pode ser encontrada em zonas abertas, onde procura flores para se alimentar.
O seu voo rápido e as asas amarelas tornam-na facilmente reconhecível quando passa junto à vegetação.
As áreas naturais da costa de Cascais são importantes para estas pequenas espécies, proporcionando alimento e abrigo.
A presença de borboletas como esta é também um indicador da diversidade e qualidade dos habitats costeiros.
Ganso-patola (Morus bassanus) na zona do Farol da Guia, 2026
O Ganso-patola (Morus bassanus) é uma das maiores aves marinhas que podemos observar ao largo da costa de Cascais.
Neste pequeno vídeo, um indivíduo sobrevoa o mar em frente ao Farol da Guia, numa passagem rápida junto à costa.
É uma espécie oceânica, excelente voadora, que passa grande parte da vida em mar aberto.
A costa de Cascais assume assim importância também como zona de passagem e alimentação para estas aves marinhas.
Observar um Ganso-patola por aqui é sempre um momento especial, sobretudo quando nos permite acompanhar o seu voo sobre o Atlântico.
A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) na Costa da Guia, 2026.
A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) é uma das espécies mais emblemáticas da nossa fauna, facilmente reconhecida pelo seu voo elegante e pelas asas marcadas.
Nesta observação, encontrava-se numa Lantana camara, uma planta exótica invasora que produz flores muito procuradas por várias borboletas.
Apesar do seu valor como fonte de néctar, a lantana pode ocupar rapidamente áreas naturais e competir com a vegetação autóctone.
Este é um bom exemplo de como uma espécie invasora pode, simultaneamente, fornecer alimento à fauna e criar problemas para os ecossistemas.
A conservação da Borboleta-zebra passa, por isso, pela proteção dos seus habitats naturais e pela valorização da flora nativa.