terça-feira, 27 de outubro de 2026

Lagartixa-ibérica (Podarcis virescens) em Cascais, 2026.🦎



A Lagartixa-ibérica (Podarcis virescens) é uma presença discreta, mas importante, na biodiversidade de Cascais.
Este pequeno réptil ocupa muros, terrenos rochosos, jardins e outros espaços onde encontra abrigo e alimento.
A sua coloração e padrão podem apresentar uma grande variabilidade, permitindo-lhe integrar-se eficazmente no ambiente envolvente.
Apesar de frequentemente passar despercebida, desempenha um papel relevante nos ecossistemas, nomeadamente no controlo de pequenos invertebrados.
Observar estes pequenos répteis é também uma forma de conhecer e valorizar a biodiversidade que existe mesmo junto às nossas casas.


 

Gralha-preta / Carrion Crow (Corvus corone) no Bairro do Rosário, 2026.

A Gralha-preta (Corvus corone) é uma ave cada vez mais presente nas zonas urbanas de Cascais.
No Bairro do Rosário, a sua presença tem-se tornado mais frequente nos últimos anos.
A sua capacidade de adaptação permite-lhe aproveitar diferentes fontes de alimento e utilizar árvores, jardins e outros espaços verdes.
Este aumento mostra também como algumas espécies conseguem adaptar-se às alterações provocadas pela expansão urbana.
A presença da gralha-preta é mais um exemplo da biodiversidade que persiste e se adapta no interior das nossas cidades.


 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Gaio / Eurasian Jay (Garrulus glandiarius) a transportar bolotas para o inverno, 2026.🦜💚

O Gaio (Garrulus glandarius) desempenha um papel importante na regeneração das florestas, sobretudo através da dispersão de bolotas.
Nesta época do ano, é frequente observar esta ave a transportar bolotas para locais onde as esconde como reserva alimentar para o inverno.
Muitas dessas bolotas acabam por não ser recuperadas, podendo germinar e dar origem a novas árvores.
Desta forma, o gaio contribui naturalmente para a regeneração dos carvalhais e de outros habitats florestais.
Um pequeno gesto desta ave pode, assim, ter uma grande importância para o futuro da floresta.

 

Trichilogaster acaciaelongifoliae na Serra de Sintra, 2026.

O Trichilogaster acaciaelongifoliae é um pequeno inseto utilizado no controlo biológico da Acácia-de-espigas (Acacia longifolia), uma espécie invasora.
Nesta época, é possível observar as suas características galhas em algumas acácias da Serra de Sintra.
As galhas resultam da ação do inseto sobre os tecidos da planta e fazem parte do seu ciclo de vida.
A introdução deste agente de controlo biológico constitui uma importante medida de conservação da natureza.
O objetivo é reduzir a capacidade de reprodução da acácia e favorecer a recuperação da vegetação nativa.
É um exemplo interessante de como o conhecimento científico pode ser utilizado no combate às espécies invasoras.


 

Pinheiro-bravo cheio de buracos de Pica-pau-malhado.💚

 

Um pinheiro seco na Serra de Sintra pode parecer apenas uma árvore sem vida, mas é muito mais do que isso.
O seu tronco está cheio de cavidades abertas pelo Pica-pau-malhado (Dendrocopos major).
Estas marcas são testemunhos da presença desta espécie e da sua procura de alimento ou abrigo.
Com o tempo, as cavidades podem também ser utilizadas por outras aves, insetos e pequenos animais.
As árvores mortas desempenham, assim, um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas florestais.
Na natureza, até uma árvore aparentemente sem vida pode continuar a ser um verdadeiro refúgio de biodiversidade.
Preservar este tipo de madeira morta é também conservar vida.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Costa de Cascais entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, 2026.

Entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, a costa de Cascais revela uma interessante ligação entre geologia e biodiversidade.
As arribas calcárias, moldadas pela erosão marinha, criam falésias, plataformas rochosas e pequenas cavidades.
Estes habitats oferecem condições para uma grande diversidade de aves, plantas, insetos e organismos marinhos.
A influência do Atlântico e a exposição ao vento condicionam fortemente a vegetação costeira.
Os calcários desta faixa litoral constituem também um importante testemunho da história geológica da região.
Conservar esta paisagem significa proteger simultaneamente o património geológico e a biodiversidade que dele depende.


 

Galheta / European Shag (Gulosus aristotelis) a descansar numa rocha na Costa de Cascais, 2026.

A Galheta (Gulosus aristotelis) é uma ave marinha típica das zonas costeiras rochosas de Portugal.
Nesta observação, encontra-se tranquilamente a descansar numa rocha, junto à costa de Cascais.
É uma excelente mergulhadora, procurando peixes e outros pequenos animais debaixo de água.
As zonas rochosas e as águas costeiras de Cascais são importantes para a alimentação e repouso desta espécie.
Momentos como este mostram a riqueza da vida selvagem que existe mesmo junto às nossas praias e arribas.


 

Bico-de-lacre / Common Waxbill (Estrilda astrild) na zona do Farol da Guia, 2026.

O Bico-de-lacre (Estrilda astrild) é uma pequena ave de origem africana que se encontra hoje bem estabelecida em Portugal.
É uma espécie exótica, facilmente reconhecida pelo seu pequeno porte, máscara vermelha e plumagem delicada.
Adapta-se bem a zonas com vegetação densa, campos agrícolas, jardins e áreas urbanas.
Alimenta-se sobretudo de pequenas sementes, deslocando-se muitas vezes em pequenos bandos.
A sua presença mostra como algumas espécies introduzidas conseguem adaptar-se e integrar-se com sucesso nos nossos ecossistemas.


 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Colias croceus / Clouded yellow (Maravilha) zona da Costa da Guia, 2026.🦋

A Colias croceus é uma borboleta muito comum, mas nem por isso menos interessante de observar na natureza.
Na Costa da Guia, pode ser encontrada em zonas abertas, onde procura flores para se alimentar.
O seu voo rápido e as asas amarelas tornam-na facilmente reconhecível quando passa junto à vegetação.
As áreas naturais da costa de Cascais são importantes para estas pequenas espécies, proporcionando alimento e abrigo.
A presença de borboletas como esta é também um indicador da diversidade e qualidade dos habitats costeiros.


 

Ganso-patola (Morus bassanus) na zona do Farol da Guia, 2026

O Ganso-patola (Morus bassanus) é uma das maiores aves marinhas que podemos observar ao largo da costa de Cascais.
Neste pequeno vídeo, um indivíduo sobrevoa o mar em frente ao Farol da Guia, numa passagem rápida junto à costa.
É uma espécie oceânica, excelente voadora, que passa grande parte da vida em mar aberto.
A costa de Cascais assume assim importância também como zona de passagem e alimentação para estas aves marinhas.
Observar um Ganso-patola por aqui é sempre um momento especial, sobretudo quando nos permite acompanhar o seu voo sobre o Atlântico.


 

A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) na Costa da Guia, 2026.

A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) é uma das espécies mais emblemáticas da nossa fauna, facilmente reconhecida pelo seu voo elegante e pelas asas marcadas.
Nesta observação, encontrava-se numa Lantana camara, uma planta exótica invasora que produz flores muito procuradas por várias borboletas.
Apesar do seu valor como fonte de néctar, a lantana pode ocupar rapidamente áreas naturais e competir com a vegetação autóctone.
Este é um bom exemplo de como uma espécie invasora pode, simultaneamente, fornecer alimento à fauna e criar problemas para os ecossistemas.
A conservação da Borboleta-zebra passa, por isso, pela proteção dos seus habitats naturais e pela valorização da flora nativa.


 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Hora do banho para a Rola-do-mar, 2026.

A Rola-do-mar aproveitava uma poça de maré na costa de Cascais para tomar banho e cuidar da sua plumagem.
Estas pequenas zonas de água, formadas entre as rochas, têm uma importância especial para muitas aves do litoral.
Além de permitirem a higiene da plumagem, as poças de maré oferecem alimento e abrigo a numerosos pequenos organismos.
A Rola-do-mar está bem adaptada à vida junto ao mar, percorrendo as zonas rochosas à procura de pequenos invertebrados.
Observar este comportamento é também perceber a importância dos habitats costeiros para a biodiversidade.
Cada poça de maré é, afinal, um pequeno ecossistema cheio de vida.


 

Casal de Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) em Cascais, 2026.

Um casal de Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) descansava tranquilamente num jardim de Cascais, mostrando como esta espécie se tem adaptado aos espaços verdes urbanos.
Originário de África, este pequeno psitacídeo encontra atualmente em Cascais condições favoráveis para se alimentar, repousar e deslocar-se.
Os jardins, árvores e outras áreas verdes podem funcionar como importantes pontos de apoio para estas aves.
A sua presença faz também parte das mudanças recentes na comunidade de aves da região.
Observar estes periquitos permite acompanhar, no terreno, a evolução da biodiversidade urbana de Cascais.


 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Cartaxo-comum / Eurasian Stonechat (Saxicola torquatus) em Cascais, 2026.

O Cartaxo-comum (Saxicola torquatus) é uma pequena ave dos campos e espaços abertos, facilmente reconhecível pelo seu porte e pelas cores contrastantes.
Em Cascais, pode ser observado em terrenos com vegetação rasteira, matos e áreas agrícolas.
Costuma pousar em ramos baixos ou no topo da vegetação, de onde procura insetos e outros pequenos invertebrados.
Estes espaços abertos são importantes para a sua alimentação e reprodução.
A presença do Cartaxo-comum mostra a importância de manter mosaicos de matos, prados e vegetação espontânea.
Mesmo perto das zonas urbanas, estes habitats continuam a ser pequenos refúgios para a biodiversidade de Cascais.


 

Maçarico-das-rochas / Common Sandpiper (Actitis hypoleucos) na Costa de Cascais, 2026.

O Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos) é uma pequena ave limícola que podemos encontrar ao longo da costa de Cascais.
Move-se entre as rochas junto ao mar, procurando pequenos invertebrados nas poças e nas zonas húmidas.
É uma ave muito adaptada ao ambiente litoral, onde encontra alimento mesmo nas áreas mais expostas às ondas.
Durante as suas deslocações, utiliza a costa como local de alimentação e descanso.
As zonas rochosas de Cascais são, por isso, importantes para esta e outras aves que dependem do litoral.
Observar um Maçarico-das-rochas entre as rochas é descobrir uma pequena parte da vida selvagem que existe junto ao nosso mar.