quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Costa de Cascais entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, 2026.

Entre a Boca do Inferno e a Casa da Guia, a costa de Cascais revela uma interessante ligação entre geologia e biodiversidade.
As arribas calcárias, moldadas pela erosão marinha, criam falésias, plataformas rochosas e pequenas cavidades.
Estes habitats oferecem condições para uma grande diversidade de aves, plantas, insetos e organismos marinhos.
A influência do Atlântico e a exposição ao vento condicionam fortemente a vegetação costeira.
Os calcários desta faixa litoral constituem também um importante testemunho da história geológica da região.
Conservar esta paisagem significa proteger simultaneamente o património geológico e a biodiversidade que dele depende.


 

Galheta / European Shag (Gulosus aristotelis) a descansar numa rocha na Costa de Cascais, 2026.

A Galheta (Gulosus aristotelis) é uma ave marinha típica das zonas costeiras rochosas de Portugal.
Nesta observação, encontra-se tranquilamente a descansar numa rocha, junto à costa de Cascais.
É uma excelente mergulhadora, procurando peixes e outros pequenos animais debaixo de água.
As zonas rochosas e as águas costeiras de Cascais são importantes para a alimentação e repouso desta espécie.
Momentos como este mostram a riqueza da vida selvagem que existe mesmo junto às nossas praias e arribas.


 

Bico-de-lacre / Common Waxbill (Estrilda astrild) na zona do Farol da Guia, 2026.

O Bico-de-lacre (Estrilda astrild) é uma pequena ave de origem africana que se encontra hoje bem estabelecida em Portugal.
É uma espécie exótica, facilmente reconhecida pelo seu pequeno porte, máscara vermelha e plumagem delicada.
Adapta-se bem a zonas com vegetação densa, campos agrícolas, jardins e áreas urbanas.
Alimenta-se sobretudo de pequenas sementes, deslocando-se muitas vezes em pequenos bandos.
A sua presença mostra como algumas espécies introduzidas conseguem adaptar-se e integrar-se com sucesso nos nossos ecossistemas.


 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Colias croceus / Clouded yellow (Maravilha) zona da Costa da Guia, 2026.🦋

A Colias croceus é uma borboleta muito comum, mas nem por isso menos interessante de observar na natureza.
Na Costa da Guia, pode ser encontrada em zonas abertas, onde procura flores para se alimentar.
O seu voo rápido e as asas amarelas tornam-na facilmente reconhecível quando passa junto à vegetação.
As áreas naturais da costa de Cascais são importantes para estas pequenas espécies, proporcionando alimento e abrigo.
A presença de borboletas como esta é também um indicador da diversidade e qualidade dos habitats costeiros.


 

Ganso-patola (Morus bassanus) na zona do Farol da Guia, 2026

O Ganso-patola (Morus bassanus) é uma das maiores aves marinhas que podemos observar ao largo da costa de Cascais.
Neste pequeno vídeo, um indivíduo sobrevoa o mar em frente ao Farol da Guia, numa passagem rápida junto à costa.
É uma espécie oceânica, excelente voadora, que passa grande parte da vida em mar aberto.
A costa de Cascais assume assim importância também como zona de passagem e alimentação para estas aves marinhas.
Observar um Ganso-patola por aqui é sempre um momento especial, sobretudo quando nos permite acompanhar o seu voo sobre o Atlântico.


 

A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) na Costa da Guia, 2026.

A Borboleta-zebra (Iphiclides feisthamelii) é uma das espécies mais emblemáticas da nossa fauna, facilmente reconhecida pelo seu voo elegante e pelas asas marcadas.
Nesta observação, encontrava-se numa Lantana camara, uma planta exótica invasora que produz flores muito procuradas por várias borboletas.
Apesar do seu valor como fonte de néctar, a lantana pode ocupar rapidamente áreas naturais e competir com a vegetação autóctone.
Este é um bom exemplo de como uma espécie invasora pode, simultaneamente, fornecer alimento à fauna e criar problemas para os ecossistemas.
A conservação da Borboleta-zebra passa, por isso, pela proteção dos seus habitats naturais e pela valorização da flora nativa.


 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Hora do banho para a Rola-do-mar, 2026.

A Rola-do-mar aproveitava uma poça de maré na costa de Cascais para tomar banho e cuidar da sua plumagem.
Estas pequenas zonas de água, formadas entre as rochas, têm uma importância especial para muitas aves do litoral.
Além de permitirem a higiene da plumagem, as poças de maré oferecem alimento e abrigo a numerosos pequenos organismos.
A Rola-do-mar está bem adaptada à vida junto ao mar, percorrendo as zonas rochosas à procura de pequenos invertebrados.
Observar este comportamento é também perceber a importância dos habitats costeiros para a biodiversidade.
Cada poça de maré é, afinal, um pequeno ecossistema cheio de vida.


 

Casal de Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) em Cascais, 2026.

Um casal de Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) descansava tranquilamente num jardim de Cascais, mostrando como esta espécie se tem adaptado aos espaços verdes urbanos.
Originário de África, este pequeno psitacídeo encontra atualmente em Cascais condições favoráveis para se alimentar, repousar e deslocar-se.
Os jardins, árvores e outras áreas verdes podem funcionar como importantes pontos de apoio para estas aves.
A sua presença faz também parte das mudanças recentes na comunidade de aves da região.
Observar estes periquitos permite acompanhar, no terreno, a evolução da biodiversidade urbana de Cascais.


 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Cartaxo-comum / Eurasian Stonechat (Saxicola torquatus) em Cascais, 2026.

O Cartaxo-comum (Saxicola torquatus) é uma pequena ave dos campos e espaços abertos, facilmente reconhecível pelo seu porte e pelas cores contrastantes.
Em Cascais, pode ser observado em terrenos com vegetação rasteira, matos e áreas agrícolas.
Costuma pousar em ramos baixos ou no topo da vegetação, de onde procura insetos e outros pequenos invertebrados.
Estes espaços abertos são importantes para a sua alimentação e reprodução.
A presença do Cartaxo-comum mostra a importância de manter mosaicos de matos, prados e vegetação espontânea.
Mesmo perto das zonas urbanas, estes habitats continuam a ser pequenos refúgios para a biodiversidade de Cascais.


 

Maçarico-das-rochas / Common Sandpiper (Actitis hypoleucos) na Costa de Cascais, 2026.

O Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos) é uma pequena ave limícola que podemos encontrar ao longo da costa de Cascais.
Move-se entre as rochas junto ao mar, procurando pequenos invertebrados nas poças e nas zonas húmidas.
É uma ave muito adaptada ao ambiente litoral, onde encontra alimento mesmo nas áreas mais expostas às ondas.
Durante as suas deslocações, utiliza a costa como local de alimentação e descanso.
As zonas rochosas de Cascais são, por isso, importantes para esta e outras aves que dependem do litoral.
Observar um Maçarico-das-rochas entre as rochas é descobrir uma pequena parte da vida selvagem que existe junto ao nosso mar.


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Poupa / Eurasian Hoopoe (Upupa epops) à procura de alimento, 2026.

A Poupa (Upupa epops) é uma das aves mais facilmente reconhecíveis pela sua bonita crista e pelo longo bico.
Esta foi observada num jardim de Cascais, onde procurava alimento entre a vegetação e o solo.
Com o seu bico comprido, procura insetos, larvas e outros pequenos invertebrados escondidos na terra.
Os jardins podem oferecer alimento e abrigo, funcionando como pequenos refúgios para a biodiversidade urbana.
A presença da Poupa mostra como os espaços verdes de Cascais podem manter uma ligação importante com a natureza envolvente.
Manter zonas com vegetação espontânea e solos naturais ajuda a preservar estas pequenas ilhas de biodiversidade.


 

Pilrito-das-praias / Sanderling (Calidris alba) a descansar Praia das Avencas, 2026.🦜

O Pilrito-das-praias (Calidris alba) é uma pequena ave migradora que, nesta época, pode ser observado junto ao mar, como esta ave que encontrei a descansar na Praia das Avencas.
Durante as migrações, as zonas costeiras são essenciais para recuperar energia e continuar a viagem.
Entre uma maré e outra, procura pequenos invertebrados na areia e nas zonas rochosas.
Quando descansa, aproveita momentos de tranquilidade para recuperar forças.
A Praia das Avencas, com a sua diversidade de habitats entre o areal e a zona rochosa, é um importante espaço para a vida selvagem.
Respeitar as aves que aqui param é também contribuir para a conservação das suas longas viagens migratórias.🦜


 

sábado, 10 de outubro de 2026

Libelinha-anã (Ischnura pumilio) na vegetação da Costa da Guia, 2026.💚

A Libelinha-anã Ischnura pumilio é uma pequena libelinha que, apesar do seu tamanho, tem um papel importante nos ecossistemas onde vive.
Encontrá-la a voar entre a vegetação da Costa da Guia é uma oportunidade para observar a biodiversidade que existe junto ao litoral.
É uma espécie associada sobretudo a zonas com alguma humidade e vegetação, onde procura pequenos insetos para se alimentar.
As libelinhas são predadoras e ajudam a controlar populações de outros pequenos insetos.
A vegetação natural da Costa da Guia oferece abrigo e alimento a muitas destas pequenas espécies.
Observar uma Ischnura pumilio neste local mostra-nos que a natureza costeira vai muito além das aves e das plantas.
Mesmo entre as arribas e o mar, existe uma vida discreta que merece ser conhecida e protegida.💚



 

Borboleta Azul-comum (Polyommatus icarus) na Zona Quinta Vale Cavalos 2026.🦋

 

A Polyommatus icarus, conhecida como azul-comum, é uma pequena borboleta que podemos encontrar na Quinta Vale Cavalos, em Cascais.
Voa sobretudo por zonas abertas, prados e terrenos com vegetação rasteira, onde encontra plantas para se alimentar e completar o seu ciclo de vida.
Os machos, de tons azulados, destacam-se facilmente entre a vegetação.
Esta espécie depende muito das plantas espontâneas e das flores que existem nestes espaços naturais.
A sua presença é um sinal da importância dos prados e terrenos não excessivamente cuidados para a biodiversidade.
Na Quinta Vale Cavalos, pequenas áreas de vegetação natural podem assim servir de refúgio a uma grande variedade de insetos.
Proteger estes espaços é também proteger as pequenas espécies que tornam o nosso território mais rico e diverso.💚


Taralhão-cinzento / Spotted Flycatcher (Muscicapa striata) no Jardim da Costa da Guia, 2026.🦜

O Taralhão-cinzento (Muscicapa striata) é uma pequena ave migradora que, nesta época do ano, atravessa Cascais durante a sua viagem para sul.
É frequente encontrá-lo pousado em muros, árvores ou arbustos, procurando insetos para recuperar energia.
A sua passagem mostra como até os jardins urbanos podem ser importantes para as aves migradoras.
Estes espaços oferecem alimento, abrigo e locais de descanso durante uma viagem que pode ser longa e exigente.
Manter jardins com árvores, arbustos e plantas autóctones ajuda a criar pequenas “ilhas” de biodiversidade no meio da cidade.
Observar um Taralhão-cinzento (Muscicapa striata) num jardim de Cascais é, por isso, também observar a natureza em movimento.
Pequenos espaços verdes podem ter uma grande importância na conservação das aves.💚