sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Gaivota-d'asa-escura / Lesser Black-backed Gull (Larus fuscus) na Baía de Cascais.

Esta Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus) tem permanecido na Baía de Cascais desde meados de Julho, foi das primeiras a chegar espero que fique para invernar nesta zona, como muitas que estão a chegar.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Incêndio no Parque Natural de Sintra-Cascais.

Depões de alguns dias do incêndio (21/7/15)  no Parque Natural de Sintra-Cascais junto a Murches e ao Zambujeiro, passei pelo local para ver os estragos que o fogo teve neste local.
Segundo o "Jornal da Região arderam 45 hectares de mato", é uma pena que esta zona tenha ardido, uma vez que é um local interessante no que respeita à fauna e flora. Felizmente que os bombeiros não deixaram que ardesse mais vegetação nem chegar perto das diversas habitações, apesar de tudo ainda consumiu parte do passadiço de madeira do Parque das Penhas do Marmeleiro.
É uma pena que acontecimentos desta natureza continuem a existir e a danificar o que a natureza leva anos a construir e que nos ajuda prestando diversos serviços gratuitos, como tirando o dióxido de carbono (gas efeito de estufa) da atmosfera para realizar a fotossíntese e libertando oxigénio que tanta falta faz aos seres vivos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Goraz / Night-heron (Nycticorax nycticorax) em plena atividade durante o dia.

Goraz (Nycticorax nycticorax) é uma espécie que me da bastante prazer observar, devido ao seu comportamento na captura de presas.

Periquito-rabijunco / Rose-ringed Parakeet ( Psittacula krameri) com comportamento da época de reprodução.

Nas últimas semanas tenho observado este casal de Periquito-rabijunco (Psittacula krameri) com comportamento da época de reprodução, apesar de o Verão estar a chegar ao fim.
Este local já no mês de Fevereiro estava ocupado, como se pode obsevar nesta mensagem http://birdingcascais.blogspot.pt/2015/02/periquito-rabijunco-rose-ringed.html
Das vezes que passei pelo local, observei o macho fora do ninho e a fêmea sair do buraco e a entrar permanecendo longos períodos dentro do buraco, por vezes o macho pousava ao lado do buraco e espreitava, mas não entrava.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sistema Dunar Guincho-Cresmina

O Cartaxo-comum (Saxicola torquatus) é uma espécie que podemos observar nesta fase do ano.
A Perdiz-comum (Alectoris rufa) encontrou neste Sistema Dunar o local ideal para nidificar. Estas fotografias são do final do mês de Maio.
Estas fotografias são deste mês e nelas podemos observar os indivíduos já com o tamanho adulto, não sei se serão os mesmos, mas é com satisfação que observo mais de cinco indivíduos no local.
Este Sistema Dunar para mim é um local fantástico do concelho de Cascais, a sua progressão tem sido bastante grande, nalguns casos já tapa por completo o passadiço colocado para fazer um passeio tranquilo pela duna desfrutando da paisagem, que é uma das mais bonitas de Portugal, assim como a sua biodiversidade.
Este sinal está ao longo do passadiço, mas ainda existem seres humanos que insitem em não o respeitar.
O Estorno (Ammophila arenaria) é uma das plantas mais importantes das dunas, porque permite a fixação das areias.
Escaravelho-da-areia é uma espécie que podemos observar ao longo do percurso.
 O mar do Guincho é muito procurado pelos amantes do Surf, Windsurf, Kitesurf etc.
O centro de interpretação do Sistema Dunar, está localizado no topo da duna com uma vista fantástica para o mar do Guincho e a Serra de Sintra. Atualmente está transformado numa cafetaria, a ideia até é interessante mas com esta transformação, o centro de interpretação ficou para segundo plano, tornando quase uma missão impossível  ler os painéis informativos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Época da reprodução da Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) na Costa de Cascais

A época de reprodução da Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) começa em Abril, com a formação dos casais e a construção do ninho. Nesta fotografia podemos observar um progenitor a levar material para construir o seu ninho num local acolhedor nos calcários da Costa de Cascais.
Estas fotografias são do dia 14 de Maio 2015, e nelas podemos ver um progenitor as chocar os ovos que neste caso são três. A postura começa mais ou menos no início de Maio.
Este casal escolheu o mesmo local de anos anteriores e não tem qualquer protecção, por isso está com o bico aberto por causa do calor que se faz sentir por esta altura.
No dia 30 de Maio de 2015 já observei duas crias, como se pode observar nesta fotografia uma pequena cria debaixo da asa de um dos progenitores.
Da postura normal de três ovos, só dois é que eclodiram este permaneceu assim durante vários dias até desaparecer do local.
Nesta fotografia podemos observar duas crias, sempre com um progenitor presente.
Enquanto um progenitor toma conta das crias, estando sempre muito próximo delas o outro vai patrulhando o local para afugentar qualquer indivíduo que se aproxime do ninho.
No dia 18 de Junho 2015 observei só uma cria, não sei o que se terá passado com a outra. Esta cria estava bem alimentada e já devia ter mais ou menos três semanas de vida.
A cria com mais uma semana no dia 25 de Junho de 2015.
A cria no dia 9 de Julho de 2015 com mais ou menos 6 semanas, já do tamanho dos progenitores e pronta para fazer o seu primeiro voo em breve.
Aqui a cria já saiu do ninho, dando os seus primeiros voos para explorar o local tomando conhecimento da sua nova realidade.
Nesta época de reprodução o que me chamou à atenção foi o reduzido numero de crias que saíram dos três ninhos que observei no local, em ambos os ninhos os progenitores só conseguiram criar um juvenil com sucesso, não sei qual a razão para esta situação acontecer, provavelmente a pressão humana que se faz sentir no local, as alterações climáticas que estão a aquecer o oceano e tenham efeito na sua produtividade não havendo alimento suficiente para criar duas a três crias como é normal em anos anteriores.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Calcários compactos metamorfizados (Calcários de S. Pedro) na encosta Sul da Serra de Sintra.

Estes calcários metamorfizados são do Jurássico Superior (Oxfordiano superior), devem ter mais ou menos 160 milhões de anos (The Cascais-Sintra Area - A Walker's Guide - Martin G. Sirovs) e encontram-se na encosta Sul da Serra de Sintra, próximo do caminho que vai de Almoinhas Velhas até à praia do Abano. É um local com uma vista fantástica para a praia do Guincho e para quem gosta de Geologia este local é muito interessante onde podemos observar as rochas sedimentares calcárias metamorfizadas pelo maciço eruptivo de Sintra.
Muito próximo deste local a paisagem já é diferente é constituída por Granitos.
O Abano e o Guincho com o Cabo Raso mesmo ao fundo da fotografia.
Para quem gosta de caminhar e andar ao livre, está aqui um excelente passeio para fazer sozinho ou acompanhado, garanto que é melhor do que passear num qualquer shopping do país.
Ao longo do percurso podemos observar esta bonita planta Esteva (Cistus ladanifer), nesta fase apresenta uma cobertura que parece que está toda oleada, "é um exsudado de resina aromática" (Cascais-Sintra A Pé Pela Paisagem - Martin G. Sirovs).
A Toutinegra-do-mato (Sylvia undata ) também pode ser observada neste local, observei pelo menos 4 indivíduos e pareceu-me que estavam a nidificar no lugar.
Junto à Ponta da Abelheira podemos observar os calcários da Formação de Mem Martins.
Na encosta da Serra de Sintra podemos observar também os filões ígneos.